sábado, 24 de novembro de 2018

MOVIMENTO E A LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA

MOVIMENTO E A LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA


"Em Busca do Ouro" (1925) "The Gold Rush"


O movimento está no fundamento do cinema. Moving Pictures são as imagens em movimento. A ilusão do movimento é possível por causa das capacidades psicofisiológicas do ser humano. Mas o movimento no cinema também tem significado, esse é o assunto desta aula.







FILME VIVER A VIDA DE TÁTA AMARAL E
OS SIGNIFICADOS DO MOVIMENTO DE CÂMERA

Curta metragem Viver a Vida e a função do movimento de câmera

Neste filme nós podemos observar que os movimentos da câmera tem a função de explicar as mentiras do personagem principal. Localize no filme os movimentos de câmera que inserem um significado que contribui para configurar a estrutura narrativa considerada em sua totalidade.

ABERTURA DO FILME "MARCA DA MALDADE" E 
O ELABORADO MOVIMENTO DA CÂMERA NA ABERTURA DO FILME



O filme Marca da Maldade é uma obra prima de Orson Welles. O Plano de abertura foi elaborado como um "Plano Sequência" que busca caracterizar uma cidade de fronteira entre os EUA e México. Observe que há uma montagem que surge como encenação, já que o movimento de câmera é contínuo. Confira!



O SOM E A LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA

O SOM E A LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA



Durante a produção cinematográfica o som é captado separadamente da imagem. Embora atualmente as câmeras de vídeo ou de cinema digital são capazes de gravarem também o som, o procedimento de gravar o som separadamente ainda é utilizado. Principalmente durante a montagem a separação entre o tratamento sonoro e o tratamento da imagem é um paradigma. Ora, tanto imagens como sons são carregados de significações; portanto nada melhor que dar o mesmo tratamento que se dá às imagens, também ao som. 

Aqui abaixo você encontra os slides apresentados em aula com alguns conceitos sobre linguagem cinematográfica e som.


 


Uma das dificuldades do cinema mudo era a utlização de peças explicatórias quando o assunto era algum som que provocava a modificação de comportamento de personagens. Temos aqui abaixo um exemplo em trecho de um filme de Charlie Chaplin. Veja o momento em que o cãozinho faz barulho, a personagem tampa os ouvidos para provocar o entendimento de que o barulho era insuportável e poderia acordar o leão. 
 


O uso criativo do som com a produção de significados que vãoalém da descrição dos ruídos pode ser encontrado na abertura do filme "Apocalipse Now" de Coppola, quando o som dos helicópteros continuam, mas vemos apenas um ventilador de teto do quarto de hotel onde está a personagem principal, esperando ser chamado para sua missão. configura-se dessa forma uma alucinação que provavelmente está assolando a personagem principal.



sexta-feira, 23 de novembro de 2018

MONTAGEM CINEMATOGRÁFICA PARTE 01 montagem expressiva e montagem narrativa



MONTAGEM CINEMATOGRÁFICA 01:

montagem expressiva e montagem narrativa.


Sergei Eisenstein montagem de Outubro 1928



Alguns teóricos dizem que a essência do cinema é a Montagem. Se não é essência é quase isso. A Montagem não é só colocar um plano atrás do outro, é recontar uma estrutura narrativa e dramática que estava presente no Roteiro e foi decupada durante a filmagem. A Montagem acontece desde o desenvolvimento da ideia, do argumento, do roteiro, e na filmagem. Depois disso

vem o ato de sequenciar as imagens e dar forma à Montagem. Abaixo você encontra o conteúdo da aula de Linguagem Cinematográfica relativa a primeira parte do tema Montagem, no qual vemos a diferença entre a montagem expressiva e a montagem narrativa.



Videoclipe Minha Alma - Rappa: exemplo de montagem em que o elemento ritmo determina os cortes e a duração dos planos. Desse modo, apesar de contar uma pequena história, temos a montagem expressiva rítmica como elemento aglutinador dos planos.





A Montagem Intelectual de Sergei Eisenstein é uma forma de montagem expressiva de natureza ideológica. Ele apresenta um conceito e a história contada aparece apenas como um contexto. Abaixo sequência do fime "Outubro" onde vemos um exemplo de montagem expressiva ideológica.

CARTAZ DO FILME OUTUBRO 1928
(DESIGN DO FORMALISMO RUSSO)




Análise de sequência: Kerensky chega ao palácio. Veja a relação estabelecida pela montagem entre a ave autômato (um pavão de lata) e as imagens de Kerensky, significando a atitude autoritária e arrogante do General. Eisenstein chamou isso de Montagem Intelectual.


quinta-feira, 22 de novembro de 2018

MONTAGEM CINEMATOGRÁFICA PARTE 2 regras da montagem narrativa

MONTAGEM CINEMATOGRÁFICA 02 
elipse e regras da montagem narrativa.

Edição ou Montagem, o conceito deve ser expandido
para além do corte e da sequencialização das imagens.

Nesta aula vimos as regras mais complexas para a ilusão de continuidade. Tudo parece girar em torno do conceito de ELIPSE que é a supressão do tempo-espaço que não são fundamentais para se entender a história. Vemos as regras do EIXO DE AÇÃO que tratam das formas para se obter as elipses. Vemos também as regras das TRANSIÇÕES COMPLEXAS que permitem obter elipses mais sofisticadas envolvendo conteúdo da história e a estrutura narrativa.

https://drive.google.com/file/d/0BwRKMh2WAMEUZERrR0Jvd2dXdzg/edit?usp=sharing




DOV´ È MENEGHETTI ?

Neste curta é possível verificar a incidência de regras de continuidade espaço-temporal, nas cenas de perseguição. Na sequência do quintal com equilibrista no varal, podemos, como exercício, deduzir até mesmo o espaço fílmico que a montagem sugere.





A GAROTA DAS TELAS


Neste curta stop motion podemos observar uma brincadeira cinematográfica com a Direção do Olhar dos bonecos na sequência do bar no filme de Western. Os olhares dos bonecos são necessários para que compreendamos a estrutura do espaço interno do bar e o posicionamento relativo de cada uma das personagens. Observe também que os planos mais abertos são usados como referência visual para a eficiência narrativa dos olhares.







CITIZEN KANE DE ORSON WELLES 

ELIPSE TEMPORAL E O AFASTAMENTO DO CASAL: (este vídeo deve ser visto no youtube, basta clicar no link) Uma cena trivial do café da manhã do casal (primeiro casamento de Kane), que repetida de modo intercalado a planos de "chicote de câmera" apresenta o sucessivo afastamento entre marido e mulher.









FUSÕES E SOBREPOSIÇÕES COMO TRANSIÇÕES COMPLEXAS


Mais exemplos de transições temporais complexas. Neste caso abaixo, pertencem à sequência que mostra o relacionamento de Kane com Susan Alexander. Kane tenta transformar Susan em uma cantora lírica. O trecho abaixo mostra o uso de fusões de imagens de jornais, Susan cantando, luzes piscando, fazendo uma grande elipse espaço-temporal, de modo que  entendemos que ela se apresentou em várias cidades durante um longo tempo. 






quarta-feira, 21 de novembro de 2018

FILME E A ESTRUTURA NARRATIVA

O FILME E A ESTRUTURA NARRATIVA



A estrutura narrativa refere-se ao desenrolar de uma história. Para onde ela vai... quais os desdobramentos... o que ocorre no final. Você pode olhar uma estrutura narrativa já pronta e querer estudar como ela funciona, se fizer isso você vai analisá-la, usando diversas ferramentas teóricas. Se você está querendo criar uma história, então você vai sintetizar uma estrutura narrativa e para isso também existem ferramentas específicas geralmente apresentadas em manuais de criação de roteiros e são as ferramentas que conhecemos a partir da dramaturgia. Importante lembrar e que estrutura narrativa existe antes de se fazer a o filme, ela já está presente no roteiro ou mesmo em uma simples sinopse, o que varia é o detalhamento dessa
estrutura.



O filme "O Dia que Dorival Encarou a Guarda" é um bom exemplo de estrutura dramática construída conforme a sucessão de PROBLEMA, CONFLITO, COMPLICAÇÃO, CLÍMAX E RESOLUÇÃO. A diferença está no fato de que essa sucessão ocorre conforme o Dorival encara cada nível da patente militar, desde o recruta até o capitão. Claro que a resolução final é surpreendente, como todo bom filme.








terça-feira, 20 de novembro de 2018

DOCUMENTÁRIO: ANTES DE FAZER, ESCREVER

DOCUMENTÁRIO: ANTES DE FAZER, ESCREVER!


No mundo do audiovisual tem lugar pra todo tipo de interesse. Existem pessoas que gostam de escrever e sentem-se desanimadas quando começam a estudar audiovisual, pois só se fala de imagens e sons, câmeras, luzes, montagem.

Bom, também tem o contrário o tipo de gente que acha que o filme tá pronto dentro da cabeça e por um dom da natureza o filme vai se materializar assim tipo Plim Plim...

Mas eis que, na produção audiovisual, o lugar do escritor é um dos mais importantes , não há filme que seja bem feito que não tenha sido antes bem escrito.



Alguns estudantes tem me procurado para que lhes orientem na produção de documentários. A primeira coisa a ser feita é escrever o documentário. É bem verdade que o documentário trabalha com eventos inesperados. Mas dentro da inexorabilidade (acaso) dos eventos é necessário algum planejamento. Esse planejamento inicia-se com a redação de um bom ARGUMENTO.

Ele deve ser já o resultado de todas as pesquisas e levantamentos que você fez. Assim com bastante conhecimento acumulado chega uma hora em que tem que escrever. Mas qual é a forma dessa escrita? Trata-se de um texto, na forma de um ensaio a respeito do tema que vai ser desenvolvido, tem uma forma literária, um pouco parecida com uma redação escolar. Simples assim. Veja abaixo uma roteirista feliz...


Como sempre fica muita dúvida em torno daquilo que eu explico (talvez por não saber explicar direito, né) eu resolvi postar aqui um trecho de um livro de Antonio Costa, intitulado Compreender o Cinema (São Paulo, Ed. Globo, 3a ed., 2003). O décimo capítulo é Do Roteiro à Montagem. O texto informa sobre o Argumento ficcional, mas você pode deduzir como ele ficaria para um Documentário. 

Boa Leitura e mãos à obra ! 

Isso é por que eu sou educado e não quero dizer: "VAI ESTUDAR, Ô FOLGADO !!!

https://drive.google.com/file/d/0BwRKMh2WAMEUcUpLUzltRTVucnc/view?usp=sharing
Clique para acessar o texto indicado a leitura


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

REALIZAÇÃO AUDIOVISUAL - A POEIRA

REALIZAÇÃO AUDIOVISUAL - A POEIRA



Este curta-metragem foi feito a partir de um conto escrito por Augusto Proença. Trata-se de uma adaptação literária. Os slides explicam o processo de "tradução" da linguagem verbal para a linguagem audiovisual.

Nesta postagem vocês encontram os slides a respeito do processo de
Realização Audiovisual desenvolvido na produção do curta-
metragem A POEIRA (2007).

SLIDES AULA REALIZAÇÃO AUDIOVISUAL - A POEIRA

O filme completo pode ser assistido no Youtube.