terça-feira, 20 de novembro de 2018

DOCUMENTÁRIO: ANTES DE FAZER, ESCREVER

DOCUMENTÁRIO: ANTES DE FAZER, ESCREVER!


No mundo do audiovisual tem lugar pra todo tipo de interesse. Existem pessoas que gostam de escrever e sentem-se desanimadas quando começam a estudar audiovisual, pois só se fala de imagens e sons, câmeras, luzes, montagem.

Bom, também tem o contrário o tipo de gente que acha que o filme tá pronto dentro da cabeça e por um dom da natureza o filme vai se materializar assim tipo Plim Plim...

Mas eis que, na produção audiovisual, o lugar do escritor é um dos mais importantes , não há filme que seja bem feito que não tenha sido antes bem escrito.



Alguns estudantes tem me procurado para que lhes orientem na produção de documentários. A primeira coisa a ser feita é escrever o documentário. É bem verdade que o documentário trabalha com eventos inesperados. Mas dentro da inexorabilidade (acaso) dos eventos é necessário algum planejamento. Esse planejamento inicia-se com a redação de um bom ARGUMENTO.

Ele deve ser já o resultado de todas as pesquisas e levantamentos que você fez. Assim com bastante conhecimento acumulado chega uma hora em que tem que escrever. Mas qual é a forma dessa escrita? Trata-se de um texto, na forma de um ensaio a respeito do tema que vai ser desenvolvido, tem uma forma literária, um pouco parecida com uma redação escolar. Simples assim. Veja abaixo uma roteirista feliz...


Como sempre fica muita dúvida em torno daquilo que eu explico (talvez por não saber explicar direito, né) eu resolvi postar aqui um trecho de um livro de Antonio Costa, intitulado Compreender o Cinema (São Paulo, Ed. Globo, 3a ed., 2003). O décimo capítulo é Do Roteiro à Montagem. O texto informa sobre o Argumento ficcional, mas você pode deduzir como ele ficaria para um Documentário. 

Boa Leitura e mãos à obra ! 

Isso é por que eu sou educado e não quero dizer: "VAI ESTUDAR, Ô FOLGADO !!!

https://drive.google.com/file/d/0BwRKMh2WAMEUcUpLUzltRTVucnc/view?usp=sharing
Clique para acessar o texto indicado a leitura


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

REALIZAÇÃO AUDIOVISUAL - A POEIRA

REALIZAÇÃO AUDIOVISUAL - A POEIRA



Este curta-metragem foi feito a partir de um conto escrito por Augusto Proença. Trata-se de uma adaptação literária. Os slides explicam o processo de "tradução" da linguagem verbal para a linguagem audiovisual.

Nesta postagem vocês encontram os slides a respeito do processo de
Realização Audiovisual desenvolvido na produção do curta-
metragem A POEIRA (2007).

SLIDES AULA REALIZAÇÃO AUDIOVISUAL - A POEIRA

O filme completo pode ser assistido no Youtube.



quinta-feira, 5 de abril de 2018

MODOS DOCUMENTÁRIOS

OS MODOS DOCUMENTÁRIOS SEGUNDO BILL NICHOLS

Bill Nichols (nascido em 1948) é um dos mais representativos estudiosos de documentários. 

Seu livro "Representing Reality: Issues and Concepts in Documentary" é um marco nos estudos de cinema documentário.

Prof. Bill Nichols

No Brasil, foi publicado seu livro Introdução ao Documentário, pela editora Papirus em 2005, hoje (2016) na 6a. edição.

Capa da 6a. edição de
Introdução ao Documentário

O livro apresenta questionamentos a respeito do documentário; apresenta também uma classificação dos tipos de documentários encontrados ao longo da história.

Abaixo um extrato de página do capítulo sobre os modos documentários:




Como se vê há uma relação estreita entre o desenvolvimento histórico do documentário e o surgimento dos diferentes modos, ainda que os modos tenham existência independente de sua data de produção. 

É possível encontrarmos documentários poéticos hoje em dia,  como um documentário reflexivo da década de 30. 

A análise pormenorizada dos modos documentários é feita no:


O estudo dos modos documentários exige que se assistam os documentários citados. Atualmente é possível encontrar muitos dos documentários no Youtube. Um clássico que deve ser assistido necessariamente é o filme:

NANOOK DO NORTH de ROBERT FLAHERTY de1922 ( 80min ).

Conta a história de Nanook, um esquimó e as diferentes formas de se obter alimento e abrigo no congelante inverno do hemisfério norte. Foi filmado na Baía de Hudson ao norte de Quebec no Canadá. 

Abaixo o link para o filme no Youtube:






Bons estudos !


quarta-feira, 4 de abril de 2018

DOCUMENTÁRIOS SEGUNDO ERICK BARNOUW

Os Documentários segundo Erik Barnow

Erik Barnouw (1908 - 2001) é um historiador das mídias e autor de um dos mais importantes livros a respeito de Documentários. 

Erik Barnouw professor da
Columbia University, morreu com 93 anos
Ele foi trabalhar na Columbia University em 1946, depois de uma carreira bem sucedida no rádio, trabalhando para a CBS e NBC, antes da 2a. guerra. Durante seu trabalho na Columbia ele organizou a Divisão de Cinema na Escola de Artes e serviu como chefe de departamento até 1968. Ele também serviu como editor para o Centro para Comunicação de Massas da Columbia University, e permaneceu trabalhando na Columbia até 1973.

[ Documentary ] a history of non-fiction film", um livro publicado em 1974 e atualmente com 6 edições. 

Este livro pode ser baixado da internet, (a versão de 1987, não revisada) no endereço abaixo (obviously in English):

Capa da Edição de 1987, na foto Mikhail Kaufman
em  "O Homem da Câmera" de Vertov (1929)

Nesta última versão, Barnouw inclui um capítulo que ele chama de MOVIMENTO, que retrata a situação do documentário na década de 70 e 80.

segunda edição em papel jornal com
capa mole de 1993 
O livro conta a história do documentário, principalmente o americano e algumas outras de outros países. Todavia o mais interessante a se considerar nessa história é a classificação que Erik Barnouw realiza frente aos diferentes tipos de documentários que ele vai citando ao longo da história. Essa classificação é bem mais complexa do que a classificação, um tanto simplista, de Bill Nichols.



 Cada um dos tipos referem-se a períodos históricos específicos e as funções desempenhadas pelos documentários. 

Em "Vislumbre de Maravilhas" Barnouw trata dos primeiros filmes, e os primórdios das imagens em movimento. 

Em "Imagens ao Trabalho", apresenta a fase dos filmes poéticos mas que são subdivididos em 3 categorias: Explorador, Repórter e Pintor.

Em "Som e Fúria" Barnouw apresenta os filmes sonoros e os associa atividades humanas como o Defensor, o Corneteiro que passa instruções aos soldados e o Acusador, que afirma quem fez algo. 

Em "Lentes Nubladas", apresenta o período do pós-gerra, (década de 50), com Poetas, Cronistas e Promotores de idéias e empresas.

Depois em "Foco Nítido" apresenta os filmes do período do Som Direto (década de 60 e 70), mas com categorias que são bem distintas: o Observador (e aqui concorda com Nicholls) que olha, ouve e memoriza; o Catalisador, aquele que incita determinadas reações; e o Guerrilha, aquele que vai à luta contra o que está estabelecido.

Aproveito para fazer algumas sugestões de filmes do capítulo "IMAGENS AO TRABALHO" (ainda o cinema mudo), que poderão ser vistos no Youtube e que permite que você tente encaixá-los em alguma daquelas categorias citadas acima. Na próxima postagem eu apresentarei alguns filmes do capítulo "Som e Fúria" e do capítulo "Lentes Nubladas". 

OBSERVAÇÃO MUITO IMPORTANTE: alguns filmes mudos receberam uma musicalização mais contemporânea, o que permite que os vejamos com mais interesse. 

OBSERVAÇÃO POUCO IMPORTANTE: espero que os links fiquem funcionais por bom tempo pois alguns filmes tem direitos autorais e às vezes são retirados do YouTube, para minha tristeza.



Joris Ivens - A ponte 1928



Joris Ivens - A Chuva 1929






Robert Flaherty - Moana 1926


Dziga Vertov - O Homem com a Câmera 1929 (Alloy Orchestra)



Victor Turin - Tuksib 1929




Dziga Vertov - A sexta parte do Mundo 1926 (música de Michael Nyman 2010)


Merian C. Cooper - Grass: A Nation's Battle for Life (Documentary Film 1925) TRECHO



Merian C. Cooper - Grass: A Nation's Battle for Life (Documentary Film 1925) COMPLETO